O mercado brasileiro de duas rodas não é mais aquele. Em 2011, as vendas chegaram a ultrapassar 2 milhões de unidades e hoje, patinam na metade desse número. Apesar da queda de emplacamentos, houve uma mudança qualitativa. A oferta de modelos se sofisticou, e a presença proporcional de motocicletas de nicho aumentou. É nesse novo perfil de consumo que a SU Trade aposta ao decidir importar os modelos da italiana SWM para o Brasil.

Para iniciar os trabalhos, serão trazidos dois modelos clássicos, Silver Vase e Gran Milano, e dois on/off-road, RS300 R e uma 650 cc – que pode ser a SuperDual T 650 ou a RS 650R. Na Europa, o início das vendas ocorreu no segundo semestre de 2016, com a apresentação oficial para o público no Salão Duas Rodas de Milão.

História

A sigla SWM, de Speedy Works Motors, algo como “motores de velocidade”, e o slogan “Racing Chromossomes”, “cromossomos de corrida”, traduzem bem a origem da marca. Inicialmente, porém, SWM era SVVM, em referência aos sobrenomes dos fundadores, Pietro Sironi e Fausto Vergani, e das cidades de Vimercate e Milão.

Os dois eram pilotos de enduro e decidiram fundar a empresa em 1971 para criar modelos com motores de quatro tempos para enfrentar as marcas como KTM, Husqvarna, Husaberg e Gas Gas, que dominavam as competições com motores de dois tempos. Criaram três modelos com motores Sachs de 50 cc, 100 cc e 125 cc e passaram a competir nos campeonatos de enduro, motocross e trial na Europa. Durante toda a década de 1970, a fábrica arrematou dezenas de vitórias e alguns títulos, mas não resistiu ao poderio econômico das marcas japonesas e fechou as portas em 1984.

A marca ressurgiu em 2014, no Salão de Milão, o EICMA, tendo à frente Ampelio Macchi, executivo que trabalhou com marcas como Aprillia, Cagiva e Husqvarna, e Daxing Gong, presidente da marca chinesa Shineray.

Importação

Emissões. Somente neste ano, com a entrada em vigor da norma Euro 4 na Europa, os modelos passaram a poder ser importados para o Brasil – onde a norma é exigida desde 2012. Mas os modelos Euro 3 ainda saem das linhas, destinados a mercados mais permissivos, como o da Argentina.


Modelos custarão de R$ 26 mil a R$ 35 mil

No Brasil, a sede será em São Paulo e terá como presidente José Eduardo Gatti, sócio da SU Trade. Inicialmente, a empresa terá uma loja em São Paulo e, posteriormente, deverá nomear concessionários pelo país.

O modelo RS 300R é uma motocicleta dotada de equipamentos para rodar nas ruas, mas projetada para o off-road mais agressivo. Ela pesa apenas 107 kg e é animada por um motor monocilíndrico de 297 cm³, com refrigeração líquida, que rende 38 cv. O preço previsto está em torno de R$ 28 mil.

Para ocupar o posto de bigtrail, há duas possibilidades. A primeira é a RS 650 R, com visual mais esportivo, de SuperMoto, bem semelhante ao da RS 300R. A outra é a SuperDual T 650, que segue o estilo bigtrail clássico – tem, inclusive, acessórios como baús laterais de metal. As duas utilizam o mesmo propulsor monocilíndrico de 600 cc com duplo comando no cabeçote e dupla refrigeração – líquido e a óleo. A diferença está na potência e no peso. A RS650 R tem 54 cv e pesa 144 kg, enquanto a SuperDual tem 57 cv e 169 kg. A escolhida custaria em torno de R$ 31 mil e teria como rival a principal a Yamaha XT 660.

As outras duas moticicletas seguem a linha clássica. A Silver Vase é uma típica scrambler, enquanto a Gran Milano é uma Cafe Racer. O motor das duas, de origem Honda, é sempre um monocilíndrico de 445 cc e 29,5 cv, com torque de 3,67 kgfm a 5.500 rpm. (ER/AP)

from Portal O Tempo – Interessa http://ift.tt/2rD35MW