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  • Com nome oficial de Praça Coronel Assunção, a Praça da Harmonia, na Gamboa, tem a seu redor um conjunto de prédios antigos. Um dos mais conhecidos é o do 5º Batalhão, em estilo eclético, projetado pelo arquiteto Heitor de Mello, especialista em construções militares, autor dos projetos do 4º BPM (São Cristóvão), na Rua Francisco Eugênio, e o do extinto 1º BPM, na Avenida Salvador de Sá. Numa caminhada pela região, o visitante poderá observar edifício modernista do Albergue da Boa Vontade, de Affonso Eduardo Reidy e Gerson Pinheiro; e um conjunto de sobrados do início do século XX em estilo eclético.

    Aqui também encontramos à primeira fábrica de moagem de trigo do Brasil, o Moinho Fluminense o qual obteve em 1887 um alvará de funcionamento da Princesa Isabel. O imóvel mais antigo, de 1887, se parece com os prédios industriais ingleses do século XIX, com tijolinhos avermelhados. Em 1914, foi adquirido pela indústria alimentícia Bunge. Recentemente, com a revitalização do Porto, um projeto de recuperação do Moinho foi desenvolvido pelas empresas Carioca Engenharia e Vinci Partners para transformá-lo num complexo empresarial, residencial e hoteleiro, confira o link para maiores informações.

    Aqui se encontrava também o Mercado Harmonia, criado a fim de aliviar a demanda pelo Mercado da Candelaria, o Mercado da Harmonia porém nunca teve a movimentação desejada, dando prejuízos, mesmo com boxes alugados para moradia e não para comércio. O prédio do grande arquiteto Bethencourt da Silva logo começou a perder a sua função e tendo o mesmo destino de outros mercados que não deram certo, como o da Glória, virando paulatinamente um grande cortiço.

    No último dia de 1892 começou uma batalha judicial entre a prefeitura e os ocupantes, notadamente os últimos comerciantes, para que desocupassem o mercado. A batalha se arrastou até 1897, quando foram expulsos e uma nova concorrência pública lançada pela administração municipal, para a transformação do mercado em trapiche e entreposto. Mas o mercado nunca se recuperou, continuou invadido, sendo inclusive cena para um caso de Peste Bubônica em 1900.

    Pouco tempo depois o prédio foi consumido por um incêndio que o arruinou, mas a sua participação na história da cidade não terminou com o seu arruinamento,

    em 1904, com a vacinação obrigatória e a posterior Revolta da Vacina, que transformou a cidade em um verdadeiro campo de guerra, um dos locais de mais selvagem resistência às tropas governamentais, foi a localidade chamada de Porto Artur, que tinha como uma de suas trincheiras de vanguarda os restos do velho mercado, e de onde também foi retirado muito do material, pedras de cantaria em sua maioria, para se formar as barricadas em ruas próximas.

    Com a ameaça de bombardeio dos couraçados na Marinha de toda a região da Gamboa e Santo Cristo os últimos focos de rebelião, na região, notadamente Porto Artur, foram debelados. Como forma de sepultar qualquer forma de lembrança dos acontecimentos o prefeito Pereira Passos reurbanizou totalmente a área,  imediatamente no exato local onde ficava o principal reduto do Porto Artur, pelos mapas antigos e fotos era uma espécia de trapiche com uma entrada de mar, foi mandado erigir-se o Quinto Batalhão da PM.  No local do velho mercado, foi construída uma grande praça, aumentando-se o pequeno largo que existia antes fronteiro ao mercado.

    A região além do velho e histórico Moinho Fluminense e do prédio eclético do 5 BPM, possui também uma joia arquitetônica que flerta entre o Déco e o Moderno, de autoria de Reidy.  O prédio foi escolhido por meio de um concurso público nacional e a proposta do então jovem arquiteto ganhou, a proposta era bem interessante, pois o prédio além de ser simples possuía mecanismos muito interessantes como camas que se elevavam rumo ao teto para facilitar a limpeza dos alojamentos. O prédio era destinado ao albergamento noturno de necessitados, algo que infelizmente nunca “pegou”em nossa cidade. Ele foi construído na área aterrada, ou seja se encontra “abaixo” da Praça da Harmonia e junto a alguns armazéns da nova região portuária, mas de suas janelas e pátios se avista o prédio principal do Moinho Fluminense.

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